Carlos Mendes (Lisboa, 1969)

Desde muito cedo, ainda muito jovem, com pouco mais de dez anos, sentiu o apelo pela expressão artística. O Mestre Martins Correia, referência relevante das artes plásticas, a nível nacional e internacional, foi decisivo neste seu despertar para o fascínio pelo mundo das artes. O Mestre deu-lhe a mão e encaminhou-o, lado a lado, para a sua exposição de escultura e desenho, na Galeria de São Mamede que foi a primeira mostra que visitou e regista: o momento do deslumbramento. A cor, o volume, as formas, a recriação de um universo imaginativo despoletou a vontade de, também ele, num futuro próximo, consubstanciar este seu desejo de vir a ser um artista. O pai de Carlos Mendes tinha uma loja de artesanato e drogaria em Belém, local onde o Mestre, ali bem perto, tinha o seu atelier. Este foi o ponto de encontro habitual de Carlos Mendes com o Mestre pois aí ele comprava o seu material de artes plásticas. Carlos Mendes que se ia aventurando a fazer os seus trabalhos criativos sempre que podia ia tirando dúvidas com o mestre: sobre a importância dos materiais e técnicas e começou inclusive a interrogar-se sobre os valores estéticos do seu trabalho, numa busca incessante na descoberta dum caminho individual seguro. Martins Correia foi o seu primeiro professor, o do seu bairro, onde ainda menino pintava, moldava, desenhava com os conselhos sábios do Mestre.

Carlos Mendes, mais tarde, frequenta Workshops de Expressão/Técnicas Artísticas e de História da Arte. Nestas aulas foi experimentando os diferentes materiais, como: o gesso, a fibra de vidro, o azulejo, o poliuretano, a resina e ferro. Foi incessantemente continuando a ensaiar e a descrever o seu percurso: um diálogo constante que é feito de encontros com outros autores, a troca de experiências que ao mesmo tempo fortalece o seu sentimento artístico - uma identidade plástica que autentifica um percurso, o seu sentido criativo.

No seu atelier, no Chiado, dá asas à fantasia, afincadamente, com o objetivo de poder vir a mostrar a sua obra, amplamente sensorial, ao potencial observador: expõe regularmente, desde 1995 em Portugal e Espanha.

É um artista plástico de intensa dedicação, trabalha muio e está sempre a sonhar com os seus projectos, que estão na sua cabeça e em aliança com o crescimento do seu voo, que emerge do presente anunciado em cumplicidade com a coragem e desejo de comunicar através das suas obras.

Como escultor a exigência da modalidade, mantém o artista sempre em actividade, na procura e descoberta que originam o desenvolvimento dos seus objetos escultóricos. As suas obras mostram-nos um artista pleno de criatividade, especialmente inventivo e duma enorme imaginação. Neste contexto são conhecidas as esculturas que têm como referência o genial poeta Fernando Pessoa, que num fulcral espiritualismo enigmático nos conduzem à substância do movimento e do conceito da forma. São engenhosas construções articuladas em diversos materiais (ferro, azulejo, gesso), que numa configuração simbólica de abordagem surrealista, própria do voo onírico do seu criador. Carlos Mendes dá também protagonismo aos efeitos luminosos e cromáticos que se confrontam e se contagiam para enriquecer o lado sensorial do observador. a enriquecer o lado sensorial do observador.
 
         
         
         
     
Prémios
 
Menção Honrosa   Menção Honrosa    
Câmara Municipal de Moura, 2002   Câmara Municipal de Óbidos, 2005    
         
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